Abraço (Felipe Rezende)



"E é mais um abraço que se vai.

Se vai por entre nuvens densas e cinzentas,
Se vai por entre névoa e poeira... e névoa...

.


Some no horizonte. Foge para as montanhas...

E, de lá, desaparece, sem deixar rastros, sem deixar rastros.
Corre com o rio, mas nunca chega ao mar.
Se desvanece por entre as correntes de águas turbulentas...
Turbulentas...

.


E é mais um abraço que não volta.

Talvez não volte.
Talvez...
Talvez abraço, talvez..."

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